Localiza (RENT3) registra lucro de R$ 1 bilhão no 2T26, alta de 30,6%

Localiza (RENT3) divulga lucro de R$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2026, crescimento de 30,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Empresa divulga resultados do segundo trimestre com lucro de R$ 1 bilhão e receita acima de R$ 12 bilhões
Empresa divulga resultados do segundo trimestre com lucro de R$ 1 bilhão e receita acima de R$ 12 bilhões

Lucro e receita em alta no segundo trimestre

A Localiza (RENT3) divulgou resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), destacando um lucro líquido de R$ 1,003 bilhão, um aumento de 30,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita consolidada da empresa atingiu R$ 12,33 bilhões, um crescimento de 24,5% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo avanço nas receitas de todas as linhas de negócio, pela eficiência operacional e pela gestão de custos. A empresa destacou que o crescimento foi sustentado pelo aumento de volumes, aumento de preços de locação e pela disciplina na alocação de capital.

Operação de seminovos impulsiona crescimento

A divisão de aluguel de carros (RAC) registrou receita líquida de R$ 2,74 bilhões, um crescimento de 11,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O aumento foi impulsionado pelo crescimento de 6,8% no número de diárias e por uma alta de 3,7% na diária média, que atingiu R$ 154,44. O EBITDA da operação somou R$ 1,85 bilhão, um crescimento de 13%, enquanto a margem EBITDA avançou 1,1 ponto percentual, chegando a 67,6%. Outro destaque foi o rejuvenescimento da frota. A idade média dos veículos operacionais caiu de 10,8 meses para 8,2 meses em um ano, uma redução de 24,1%. A operação de seminovos continuou sendo um dos principais motores de crescimento da companhia, com a venda de mais de 92 mil veículos no trimestre, contra cerca de 68 mil no mesmo período de 2025.

Expansão e eficiência operacional

A divisão de gestão de frotas registrou receita líquida de R$ 2,38 bilhões, um crescimento de 5,8% na comparação anual. A diária média cresceu 5,7%, para R$ 108,56, enquanto a taxa de utilização atingiu 96,7%. O EBITDA da unidade avançou 12,8%, para R$ 1,80 bilhão. A margem EBITDA subiu 4,6 pontos percentuais, chegando a 75,6%, graças a ganhos de eficiência operacional, redução de provisões para devedores duvidosos e melhora da qualidade da carteira de clientes.

A empresa também destacou que ampliou investimentos em marketing, equipes comerciais e expansão da rede de lojas para elevar gradualmente a participação das vendas no varejo. Ao final do trimestre, a rede de seminovos contava com 269 lojas, 25 a mais que no segundo trimestre de 2025. A frota total da companhia atingiu 677,2 mil veículos, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Controle da dívida e liquidez

A dívida líquida da empresa somava R$ 32,35 bilhões em junho, um aumento de 4,2% em relação ao encerramento de 2025. A companhia destacou que terminou o trimestre com R$ 11,39 bilhões em caixa e, em julho, concluiu uma operação de rolagem de aproximadamente R$ 7 bilhões em dívidas, alongando prazos e reduzindo o custo médio de financiamento. A empresa também reduziu sua projeção de crescimento da receita líquida para 2026, de uma faixa entre 9% e 13% para um intervalo entre 4% e 8%.