Renan Santos apresenta “Livro Amarelo” como base ideológica do projeto do Partido Missão
Renan Santos apresenta “Livro Amarelo” como base ideológica do projeto do Partido Missão

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Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, apresentou durante o lançamento de sua candidatura o chamado “Livro Amarelo”, documento que ele define como a base ideológica do projeto da legenda e o alicerce de uma transformação do país. O documento, descrito pelo próprio candidato como uma “doutrina”, busca orientar tanto a campanha eleitoral quanto um eventual governo, com o objetivo de redefinir a posição do Brasil no cenário internacional e romper com o modelo de desenvolvimento que, segundo ele, se limitou a promover reformas pontuais nas últimas décadas.
Projeto de longo prazo
O “Livro Amarelo” foi apresentado como um plano de longo prazo, que busca abandonar soluções de curto prazo e construir um projeto nacional voltado para as próximas gerações. Durante o discurso, Renan Santos destacou a necessidade de reformas econômicas profundas, incentivo à industrialização, ampliação da infraestrutura e reorganização das políticas públicas. Ele comparou o processo de desenvolvimento do Brasil ao dos países asiáticos, especialmente da Coreia do Sul e da China, defendendo que a geração atual aceite sacrifícios para entregar um país mais desenvolvido às gerações futuras.
Renan Santos defendeu que o Brasil precisa abandonar soluções de curto prazo e construir um projeto nacional voltado para as próximas gerações.
Transformação da economia e da sociedade
No campo econômico, o documento defende reformas estruturais e um Estado voltado à expansão da atividade produtiva. Entre as propostas apresentadas por Renan estão a redução do gasto público, busca por superávit nominal, investimentos em infraestrutura, agregação de valor à produção nacional e estímulo à industrialização. Na área social, o candidato afirmou que sua meta é fazer com que nenhum estado brasileiro termine um mandato com mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. Além disso, o “Livro Amarelo” também orienta parte das propostas para programas sociais, com a ideia de que pessoas aptas ao trabalho receberiam ofertas de emprego e poderiam perder o benefício caso recusassem essas oportunidades. Na segurança pública, Renan prometeu operações para retomada de territórios dominados por facções criminosas, endurecimento do combate ao crime organizado e redução acelerada dos homicídios.

Uma narrativa acima das propostas
Apesar de abordar diversas áreas como economia, segurança, educação, assistência social e infraestrutura, o documento foi apresentado como um conjunto de princípios, mais do que uma lista detalhada de políticas públicas. Renan Santos destacou que o “Livro Amarelo” não deve ser entendido apenas como um plano de governo, mas como uma doutrina para “governar, construir e civilizar” o país. Ele buscou construir uma narrativa de transformação nacional baseada em conceitos como desenvolvimento, disciplina, produtividade e construção de um projeto de longo prazo.
O documento foi apresentado como uma doutrina, mais do que uma lista detalhada de políticas públicas.
O discurso de Renan Santos durante o lançamento da candidatura buscou posicionar o Partido Missão como uma alternativa antipetista e antibolsonarista, sem recorrer ao discurso tradicional da chamada terceira via. Ele rejeitou a classificação de terceira via e afirmou que o partido construiu “o próprio caminho, com as próprias ideias”. A ideia de “civilização tropical” e a construção de uma nova geração tornaram-se elementos centrais da narrativa política do candidato.
