Cenário eleitoral em Minas Gerais é uma ‘mistura de polarização com oportunismo’, afirma Simões

Governador de Minas Gerais critica alianças e decisões políticas em Brasília, afirma que cenário eleitoral é uma mistura de polarização e oportunismo.

Governador de Minas Gerais fala sobre cenário eleitoral e alianças políticas em Brasília
Governador de Minas Gerais fala sobre cenário eleitoral e alianças políticas em Brasília

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), criticou o cenário eleitoral do Estado, afirmando que é uma “mistura de polarização com oportunismo”. Em discurso durante uma convenção do partido, Simões destacou a falta de decisões claras e a influência de partidos em Brasília na definição de candidaturas. Ele destacou que, apesar das discussões em Brasília, os políticos mineiros devem ter voz ativa nas decisões. “Na nossa chapa são os políticos mineiros que decidem”, afirmou, referindo-se a jantares que o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) teve com dirigentes do PP, União Brasil e Republicanos para discutir a possibilidade de torná-lo candidato ao governo.

Decisões políticas e alianças em Brasília

Simões criticou a falta de clareza nas decisões sobre candidaturas, afirmando que elas são tomadas em Brasília, em jantares que ele chamou de “esquisitos”. Ele destacou que o senador Cleitinho (Republicanos) ainda não confirmou sua candidatura ao governo, o que gerou incertezas. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também foi criticado por Simões, que afirmou que ele foi “agredido de forma baixa” por ele, “talvez no desespero do seu isolamento político e da acachapante derrota que vai sofrer”. Cunha, candidato a deputado federal pelo Republicanos, afirmou que não teve participação nas articulações do partido sobre a candidatura ao governo do Estado.

Alianças e nomes para as eleições

O PSD confirmou a candidatura de Simões à reeleição e também confirmou o senador Carlos Viana (PSD) como candidato à reeleição. O partido ainda não definiu o segundo nome para concorrer ao Senado, nem o candidato à vice-governador. O presidente do PSD em Minas Gerais, deputado Cássio Soares, afirmou que o nome do candidato a vice deve ser definido em acordo com o Novo, que sugeriu como nomes do seu quadro Fernanda Pereira Altoé e Tiago Mitraud. O ex-governador Romeu Zema (Novo), que participou da convenção, declarou apoio ao governador, destacando sua capacidade e ética.

Simões também criticou a candidatura do PT, que tem como candidato ao governo o deputado Patrus Ananias. O partido definiu a ex-prefeita Marília Campos como candidata ao Senado e ainda negocia alianças e nomes para vice-governador e senador. O PSD chegou a avaliar uma composição com a federação PSDB-Cidadania, para ter Aécio Neves (PSDB) como segundo nome para concorrer ao Senado. “A gente já tem condição de estar com a campanha pronta, enquanto os outros estão aí batendo cabeça pra saber quem são os candidatos”, afirmou Simões.

O governador destacou que vai focar a campanha em mostrar o que foi feito durante sua gestão. “O nosso governo tem 55% de avaliação de bom e ótimo no Estado. Isso significa que a maioria absoluta dos mineiros aprovam o trabalho que eu e o governador Romeu Zema fazemos há 7 anos e meio”, afirmou. Ele também fez referência à gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT), entre 2015 e 2018, e criticou o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP), que era pré-candidato ao Senado pela chapa de Simões e agora tenta um acordo para entrar na chapa que deve reunir Republicanos, União Brasil, Progressistas e PL.