Augusto Cury critica interferências políticas na PF e defende autonomia da instituição

Augusto Cury critica interferências políticas na PF e defende autonomia da instituição, em meio a críticas a Lula e Bolsonaro

Augusto Cury critica interferências políticas na PF e defende autonomia da instituição durante ato de campanha
Augusto Cury critica interferências políticas na PF e defende autonomia da instituição durante ato de campanha

Augusto Cury critica interferências políticas na PF e defende autonomia da instituição

Durante um ato de campanha em São Paulo, o presidenciável do Avante, Augusto Cury, criticou as interferências políticas na Polícia Federal (PF) e reafirmou a necessidade de que a instituição seja uma “polícia de Estado”, não de um partido, de um nome ou de uma sigla. Em um momento de forte polarização política, Cury destacou a importância de uma PF independente e autônoma, afirmando que o Brasil precisa ser “passado a limpo”.

Críticas a Lula e Bolsonaro e busca por alternativa

Cury reiterou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram a corrida ao Palácio do Planalto. Segundo o candidato, o crescimento de suas pesquisas está ligado à busca dos eleitores por uma alternativa à polarização. “O Brasil precisa ser passado a limpo”, afirmou, durante o ato em que recebeu o apoio do presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força.

Paulinho da Força apoia Cury e critica polarização

Paulinho da Força, que não concorre nas eleições deste ano, anunciou no Twitter que declarará apoio a Cury como “pessoa física”, afirmando que “não aguenta mais” a polarização. O deputado criticou Lula por “governar para uma parte” e Flávio Bolsonaro por pertencer a uma “família complicada”. “Eu realmente não iria votar no Lula, de jeito nenhum, e também não iria votar no Flávio Bolsonaro”, disse, destacando que Cury representa a proposta de “pacificar a nação”.

Campanha de Cury e transparência patrimonial

Cury, que é o presidenciável com mais bens declarados nesta eleição, possui patrimônio de R$ 242,2 milhões. Após admitir a omissão de algumas empresas em sua declaração de bens, a campanha informou que as empresas omitidas correspondem a “empresas inativas ou sem rendimentos”. Apesar disso, o candidato afirmou que o impacto é “inexpressivo” em relação ao seu patrimônio. As alterações prometidas ainda não constavam no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o início da noite da terça-feira.

Autonomia da PF e reações políticas

Cury também criticou a ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da PF. “É uma pena o que está ocorrendo”, disse, destacando a necessidade de que a PF tenha autonomia e não seja alvo de interferências políticas. O candidato defendeu a criação de uma lista tríplice para a escolha do diretor-geral, com participação dos delegados da PF e decisão final do presidente da República. A campanha de Cury busca romper a bolha do partido Apesar das dificuldades para “romper a bolha” com a estrutura limitada do Avante, Cury afirma que a mobilização voluntária nas ruas tem contribuído para o crescimento de sua candidatura. “Acho que não estamos no nível do teto [nas pesquisas]”, disse, ao ser questionado sobre o impacto dos levantamentos. O presidenciável também destacou a afinidade com Paulinho da Força na busca de “pacificar a nação” e em pautas como a discussão da escala 6×1.